
Chamada do projeto Floresta para o Bem-Estar vai selecionar até 60 iniciativas no Acre, Amazonas, Mato Grosso e Pará para capacitação técnico-gerencial, elaboração de Plano de Negócios e acesso a recursos financeiros.
dos varadouros de Rio Branco
Foram prorrogadas as inscrições do edital da Conservação Internacional (CI-Brasil), realizado no âmbito do projeto Floresta para o Bem-Estar, que visa fortalecer a cadeia produtiva da restauração na Amazônia. Com recursos do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a chamada pública vai selecionar até 60 viveiros e/ou redes de sementes nos estados do Acre, Amazonas, Mato Grosso e Pará para receber capacitação técnico-gerencial, apoio na elaboração de Plano de Negócios e acesso a recursos financeiros.
O edital segue aberto até o dia 1º de agosto, às 18h de Brasília.
O edital completo com todas as informações está disponível AQUI
As organizações selecionadas participarão de uma capacitação técnico-gerencial voltada à produção de sementes e mudas para restauração, além de receberem apoio para elaboração de Planos de Negócio e terem a possibilidade de acesso a recursos financeiros não reembolsáveis.
O objetivo é apoiar a estruturação das organizações e, assim, ampliar a oferta qualificada de mudas e sementes nativas, insumos essenciais para dar escala à recuperação de áreas degradadas.
Para Viviane Figueiredo, gerente de projetos da Amazônia da CI-Brasil, o programa é uma oportunidade de estruturação para as iniciativas selecionadas: “As organizações terão acesso a conteúdos técnicos importantes sobre sementes e mudas, além de formação em gestão financeira, planejamento, comercialização e empreendedorismo. Esse apoio vai contribuir para que melhorem seus processos, ampliem sua capacidade produtiva e estejam mais preparadas para atuar na cadeia da restauração”, destaca.
A gerente também reforça a importância de fortalecer essa etapa estratégica da agenda: “Essa profissionalização é essencial para responder à demanda crescente por sementes e mudas nativas, impulsionada por políticas federais, como o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), e por estratégias estaduais de restauração. Ao fortalecer viveiros e redes de sementes, o programa contribui para fortalecer as Soluções Baseadas na Natureza na Amazônia, promovendo benefícios para as pessoas e para a natureza diante da crise climática e da crise da biodiversidade”, complementa.
As inscrições podem ser realizadas até as 18h (horário de Brasília) do dia 1º de agosto de 2026.
Quem pode participar
Podem participar do edital organizações dos estados-alvo, de municípios prioritários ou não, conforme as regras previstas na chamada, desde que sejam:
Associações civis;
Cooperativas;
Fundações privadas;
Organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs);
Micro e pequenas empresas de prestação de serviços ligadas à área ambiental.
As organizações devem possuir CNPJ ativo há pelo menos dois anos. Iniciativas que não possuem CNPJ também poderão participar por meio de instituições aglutinadoras, como associações, cooperativas ou empresas que representem viveiros sem CNPJ.
O que as selecionadas receberão
O conteúdo programático foi desenvolvido a partir das principais demandas identificadas junto a atores produtivos da cadeia da restauração. O diagnóstico foi realizado por meio de um questionário online, respondido por 87 representantes de viveiros dos estados-alvo, com o objetivo de identificar iniciativas existentes na área de abrangência, compreender a realidade dos viveiristas na Amazônia e mapear desafios e oportunidades para qualificações técnicas e gerenciais.
O programa prevê qualificação técnica em temas como coleta de sementes, identificação botânica, armazenamento, germinação e produção de mudas, além de suporte técnico para cadastro no Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM), instrumento essencial para a regularização da atuação na cadeia de restauração florestal.
No eixo gerencial, estão previstos conteúdos sobre gestão financeira, planejamento, comercialização e empreendedorismo, além do apoio à elaboração do Plano de Negócio. Os melhores Planos de Negócio também receberão apoio financeiro não reembolsável para implementação das melhorias planejadas.
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