
Fabio Pontes
dos varadouros de Rio Branco
A vantagem do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cresceu ainda mais no Acre. Na pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira, 25, pela Rede Amazônica, o senador aparece com 50% das intenções de voto no primeiro turno, contra 24% de Lula. A distância entre os dois chegou a 26 pontos percentuais – eram 17 pontos na rodada de 27 de agosto.
Flávio passou de 42% para 50% em menos de um mês, enquanto Lula oscilou de 25% para 24%. Os números mostram uma ampliação da vantagem do candidato do PL no estado. Augusto Cury (Avante) aparece com 4%, Ronaldo Caiado (PSD) tem 3%, e Renan Santos (Missão) e Samara Martins (UP) registram 1% cada.
A simulação de segundo turno também aponta uma distância ampla: Flávio tem 59% e Lula, 25%. Outros 8% declaram voto branco ou nulo, ou dizem que não vão votar; 8% estão indecisos. Já na avaliação do governo federal, 58% desaprovam a gestão Lula no Acre e 35% a aprovam, percentuais próximos aos registrados em agosto.
Segundo a pesquisa, 83% dos entrevistados dizem que sua escolha para presidente é definitiva, enquanto 16% admitem mudar de voto até a eleição.
O resultado acrescenta um capítulo ao Acre endireitado” retratado pelo Varadouro. A liderança de Flávio já era expressiva na pesquisa anterior; agora, seu crescimento amplia a distância para o candidato petista. A nova rodada mede a preferência presidencial, mas, sozinha, não explica o que levou cada eleitor a escolher seu candidato.
Há, porém, uma pista na pesquisa de agosto. Naquela ocasião, a Quaest perguntou como o apoio dos presidenciáveis afetaria a disposição dos acreanos de votar em uma candidatura estadual.
Para 32%, o apoio de Flávio aumentava a chance de voto; para 21%, diminuía. No caso de Lula, 18% diziam que seu apoio aumentava essa chance, enquanto 38% afirmavam que a diminuía. O levantamento divulgado agora não apresentou uma nova medição dessa influência.
LEIA MAIS em Eleições 2026
Lidos em conjunto, os levantamentos mostram duas dimensões da força eleitoral de Flávio no Acre: ele ampliou a vantagem na disputa pela Presidência e, na medição anterior, seu apoio tinha mais potencial de atrair do que de afastar eleitores de candidaturas locais. Não é possível afirmar, contudo, que esse efeito sobre o voto estadual também tenha crescido, pois a pergunta não foi repetida na rodada de setembro.
A consolidação desse campo político vem desde 2018, quando Jair Bolsonaro obteve 77,22% dos votos válidos no segundo turno no Acre. A eleição daquele ano também encerrou duas décadas de governos estaduais liderados pelo PT.

O novo levantamento sugere que o sobrenome Bolsonaro segue encontrando terreno fértil entre os eleitores acreanos, agora com Flávio na cabeça da disputa presidencial.
A Quaest ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais, entre 21 e 24 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número AC-08968/2026.

