Amazonas tem segundo maior registro de queimadas em 2023 na Amazônia Legal

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Amazonas tem segundo maior registro de queimadas em 2023 na Amazônia Legal

Brigadistas do Ibama combatem focos de incêndios no interior do Amazonas; operação de guerra contra o fogo no estado (Foto: Ascom/Ibama/AM)



O maior e um dos mais preservados estados da Amazônia Legal está ardendo em chamas. Após a região sul do estado ter sido bastante afetada pelo fogo entre julho, agosto e setembro, agora é a vez do norte amazonense, sobretudo os municípios localizados na região metropolitana de Manaus. As consequência deste desastre ambiental são sentidas por toda a população da capital e cidades vizinhas, como Autazes, Careiro da Várzea e Careiro.

Apesar de toda a gravidade da situação, os focos de queimadas no Amazonas continuam bastante concentrados nos municípios na porção mais sul e centro-sul. De acordo com dados do programa BD Queimadas, do Inpe, até ontem o Amazonas tinha registrado 17.572 focos, ficando atrás somente do Pará, com 23.086.

Os municípios de Lábrea, Apuí, Novo Aripuanã, Manicoré, Boca do Acre e Humaitá são os que apresentam maior número de focos de queimadas. Localizado já mais próximo de Manaus, Autazes está na sétima posição, com 780 focos. As queimadas e incêndios florestais detectados em Autazes, Careiro e Careiro da Várzea são apontadas como as responsáveis por gerar a fumaça tóxica que encobre toda a Região Metropolitana de Manaus, em consequência do aquecimento do Atlântico Norte e do fenômeno El Niño.

Na manhã desta sexta (13) em entrevista coletiva em Brasília, autoridades da área ambiental do governo Lula expuseram a atual situação do Amazonas, e anunciaram medidas de combate às queimadas. Entre elas, o envio de mais brigadistas para o combate às chamas. (Texto: Varadouro/Manaus)

Sobre o autor

Redação Varadouro

Varadouro é uma organização de jornalismo sediada em Rio Branco, no Acre. Após escrever em sua versão impressa um dos momentos mais críticos da história da Amazônia, entre as décadas de 1970 e 1980, Varadouro retorna com o mesmo espírito de coragem e determinação para produzir um Jornalismo em defesa da Amazônia e de seus povos - agora na era digital.

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