Ufac vai ao segundo turno com liderança de Carlos Moraes e disputa acirrada pela reitoria

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Chapa “Juntos pela Ufac!” termina na frente no primeiro turno, mas enfrentará Josimar Batista em nova votação marcada para 26 de março



dos varadouros de Rio Branco

A eleição para a reitoria da Universidade Federal do Acre (Ufac) será decidida em segundo turno após um primeiro turno marcado por forte mobilização e disputa equilibrada entre as três chapas concorrentes. A liderança ficou com a chapa “Juntos pela Ufac!”, encabeçada pelo professor Carlos Paula de Moraes, candidato a reitor, e pela professora Almecina Balbino Ferreira, candidata a vice. O grupo alcançou 44,40% dos votos ponderados, resultado que garantiu a primeira colocação, mas não a vitória em turno único.

Nos números detalhados, Moraes obteve 372 votos entre professores, 290 entre técnicos administrativos e 1.672 entre estudantes. Já Almecina registrou desempenho superior dentro da mesma chapa, com 400 votos de docentes, 310 de técnicos e 1.891 de alunos, totalizando 48,78%. Após o resultado, Carlos Moraes destacou o tom de continuidade da campanha e convocou sua base para a etapa decisiva.

Na segunda colocação, a chapa “Dialogando com as pessoas e construindo o futuro!”, liderada pelo professor Josimar Batista Ferreira e pelo candidato a vice Marco Antonio Amaro, garantiu presença no segundo turno ao alcançar 38,35% dos votos. Josimar obteve 272 votos entre professores, 307 entre técnicos e 1.332 entre estudantes. Seu vice somou 254 votos de docentes, 271 de técnicos e 1.105 de alunos, chegando a 34,20%.

Em sua avaliação, Josimar adotou um discurso de enfrentamento e valorização da campanha, lembrando que sua chapa saiu maior do processo eleitoral por ter enfrentando “uma máquina”. Segundo ele, embora “sem a caneta”, conta com a esperança e a voz de cada estudante e de cada professor.

Voto ponderado e peso político

A eleição na Ufac segue o modelo de voto ponderado, no qual os segmentos de docentes, técnicos e estudantes possuem pesos distintos na composição do resultado final — fator que frequentemente torna o desfecho imprevisível até a última etapa.

Nos bastidores, a avaliação é de que o segundo turno será marcado por intensa disputa por apoios, especialmente entre grupos que não avançaram à fase final. A capacidade de articulação política e diálogo com diferentes segmentos da universidade deve ser determinante para o resultado.

O segundo turno está marcado para o dia 26 de março e deve redefinir alianças e estratégias dentro da comunidade acadêmica. Além de escolher o novo reitor e vice-reitor, o pleito é visto como decisivo para o direcionamento político e administrativo da Ufac nos próximos anos, em meio a debates sobre gestão, autonomia universitária e fortalecimento do ensino, pesquisa e extensão.

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