Polícias do Brasil e da Colômbia realizam operação contra garimpo na fronteira

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Polícias do Brasil e da Colômbia realizam operação contra garimpo na fronteira

Uma balsa e uma retroescavadeira foram destruídas durante operação no Alto Solimões, fronteira Brasil-Colômbia (Foto: Divulgação)



dos varadouros de Rio Branco

A Polícia Federal do Brasil, em conjunto com a Polícia Nacional Colombiana, realiza desde o dia primeiro a Operação Fronteira de Ouro, com o objetivo de combater a exploração ilegal de ouro nos limites fronteiriços entre os dois países, na região do Alto Solimões. A ação também conta com o apoio de agentes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O foco da operação está na fronteira entre as cidades de Tabatinga, no Amazonas, e Letícia, na Colômbia. Nos últimos anos, a região passou a registrar um aumento na atividade do garimpo.

Os agentes envolvidos na operação realizaram a apreensão e a inutilização de uma balsa de garimpo, uma retroescavadeira e um barco que transportava combustível. Aos policiais, o proprietário da embarcação informou que o combustível seria destinado a duas balsas garimpeiras ancoradas na região do Alto Solimões. Duas empresas transportadoras foram identificadas com base nos documentos achados no barco que transportava o combustível.

Uma das balsas, avaliada em quase R$ 5 milhões, encontrava-se ainda em atividade na chegada da equipe, junto à retroescavadeira, que no momento realizava o desmatamento da mata ciliar próxima. O responsável não estava presente. Por não ter sido possível realizar o transporte dos equipamentos, os policiais realizaram sua inutilização por meio de explosivos.

Foram lavradas multas no valor de R$ 16 milhões. Fora as multas, contando com o total em bens apreendidos e destruídos, mais a não exploração de ouro que seria realizada, os agentes estimam um prejuízo de R$ 12 milhões ao grupo criminoso.

Sobre o autor

Redação Varadouro

Varadouro é uma organização de jornalismo sediada em Rio Branco, no Acre. Após escrever em sua versão impressa um dos momentos mais críticos da história da Amazônia, entre as décadas de 1970 e 1980, Varadouro retorna com o mesmo espírito de coragem e determinação para produzir um Jornalismo em defesa da Amazônia e de seus povos - agora na era digital.

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