
dos varadouros de Manaus
Foram necessárias 619 ações de campo por parte das forças do Governo Federal, trabalho que consumiu dois meses e meio, para conseguir atingir o objetivo de desativar o garimpo estava instalado, de maneira ilegal, dentro Terra Indígena Kayapó, no sul do Pará. O esforço e o tempo empregados dá uma ideia do poderio econômico e estrutural que financia o crime ambiental dentro do território. Atuar dentro da Amazônia Legal tem um alto custo, principalmente por questões logísticas, o que demonstra o nível de organização dos grupos envolvidos em atividades ilegais dentro da floresta.
A ação foi coordenada pela Casa Civil e conduzida por uma força-tarefa que reuniu agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Polícia Federal, Força Nacional, Ministério dos Povos Indígenas, Funai, Abin, Exército e outros órgãos federais.
Com apoio aéreo, agentes ambientais do Ibama inutilizaram dezenas de estruturas de apoio à mineração clandestina: 117 acampamentos, 358 motores de garimpo, 25 escavadeiras hidráulicas, 8 dragas e mais de 21 mil litros de óleo diesel. Os dados são do próprio Instituto, que também contabiliza 619 ações de campo desde o início da ofensiva.
A devastação deixada pelo garimpo dentro do território é profunda. O solo contaminado, os rios turvos de mercúrio e óleo, a vegetação rasgada por máquinas pesadas formam um cenário impactante aos olhos. Para quem vive nesses locais, o choque é diretamente sentido na saúde dos povos e do meio ambiente, o que compromete ecossistemas inteiros.
O Ibama reforça que muitos desses impactos são irreversíveis e pede apoio da população para denunciar crimes ambientais pelos canais oficiais: Ouvidoria (0800 61 8080) e plataforma Fala.BR.



