
Em meio à fumaça sagrada do Mariri, um jovem Yawanawá curva o corpo e silencia para ouvir aqueles que carregam a memória de seu povo. Diante da palavra dos mais velhos, sua reverência não é apenas um gesto: é o encontro entre o passado e o futuro, entre os caminhos já percorridos e aqueles que ainda serão abertos na floresta. Pela primeira vez realizado em sua aldeia, o Mariri lhe entrega também uma responsabilidade: guardar e fazer florescer a história, a identidade, as lutas, a cultura e a espiritualidade Yawanawá. Na fotografia de Samuel Arara, a sabedoria dos ancestrais atravessa o tempo e encontra, na escuta de uma nova liderança, a continuidade de um povo.
Autorretrato

Samuel Arara, 24 anos, do povo Shawãdawa-Arara, é ativista indígena, ambientalista e comunicador. Atua como coordenador do Coletivo de Comunicação Indígena do Acre. Possui formação continuada em Jornalismo Socioambiental pela Agência Carta Amazônia e em Geojornalismo Investigativo pela Info Amazônia. É graduando em Engenharia Florestal pela Universidade Federal do Acre.
Contato: samuelararaaa@gmail.com
Instagram: @samuel_arara_