Uma eleição “em preto e branco”, marcada pela pobreza do debate e pela ausência de projetos de governo para o Acre. Essa é a avaliação do cientista político Nilson Euclides da Silva, que, em entrevista à TV Varadouro, analisou a consolidação da direita e do bolsonarismo, a desarticulação da esquerda e as perspectivas para o estado após as eleições de 2026.
Para o professor, o Acre vai acordar no dia 5 de outubro com as mesmas perspectivas do dia 4. Em sua análise, os principais candidatos pertencem ao campo bolsonarista e à extrema direita, sem apresentar um projeto capaz de romper o atual marasmo político, social e econômico. A disputa pelos cargos, assim, não se traduz em alternativas para o futuro da população.
Nilson critica a falta de ideias, de projetos e de um pensamento de Estado que coloque as necessidades dos acreanos no centro da discussão. Segundo ele, a prioridade dada à chamada “pauta de valores” acima dos interesses do Acre empobrece o debate eleitoral e deixa sem resposta os desafios que deveriam orientar os programas de governo.
“Eu acho que teremos uma década perdida”, afirma o cientista político ao avaliar o cenário acreano e nacional. A entrevista propõe uma reflexão sobre o que está em disputa nas urnas e sobre a ausência de perspectivas de mudança para o estado. A conversa completa está disponível no canal da TV Varadouro no YouTube.