The Bubuias e Heloy de Castro celebram a Música Acreana Urbana no Festival Varadouro

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A banda The Bubuias: a identidade acreana representada pela nossa sonoridade (Foto: Divulgação)





Integrado à Semana Chico Mendes, o Festival Varadouro reúne mais de 30 atrações musicais, além de oficinas, mesas, batalhas de MCs e rodas de conversa espalhadas por espaços culturais da cidade.


dos varadouros de Rio Branco

A banda The Bubuias e o cantor Heloy de Castro sobem ao palco do Teatro Hélio Melo para apresentar “A Noite da MAU – Música Acreana Urbana”, um espetáculo criado especialmente para o Festival Varadouro 2025, que marca o retorno de um dos mais importantes e incônicos festivais da música amazônida independente, após 15 anos de hiato.

Formada inicialmente por Ketlen Bona, Rafael Castela, Carlos Estevão, Silvio Margarido e João Veras, a banda estreou em 2024, em temporada no Teatro de Arena do Sesc, com o show A Minha Flauta dos Beatles. Desde então, ampliou repertório, projetos e público. Em 2025, lançou espetáculos como FAMP/88, O Canto em Defesa da Floresta e Canções Acreanas – O Show do Songbook, reafirmando o compromisso de valorizar a produção autoral local.

Os dois projetos mais recentes da banda deram origem ao conceito de Música Acreana Urbana (MAU), que The Bubuias busca afirmar como identidade própria. “A Noite da MAU”, atração do Varadouro, reúne canções que exaltam pertencimento, localidade e a história musical do Acre das décadas de 1980 e 1990.

O show contará com participação de dois bateristas convidados, Sotero Junior e Hermógenes Pereira, este último homenageado pela banda.

Além do The Bubuia, a noite da MAU também terá no palco o consagrado músico Heloy de Castro, cujas canções celebram toda a nossa identidade acreana-amazônica-cabocla. Entre as músicas de seu repertório está Seringal Remanso.

Um mineiro de alma acreana que celebra toda a riqueza da cultura amazônida por meio da música (Foto: Divulgação)



Varadouro volta coletivo, potente e diverso

Realizado entre 10 e 14 de dezembro, integrado à Semana Chico Mendes, o Festival Varadouro retorna com estrutura ampliada. A programação reúne mais de 30 atrações musicais, além de oficinas, mesas, batalhas de MCs e rodas de conversa espalhadas por espaços culturais da cidade.

O Clube Juventus recebe a programação principal nos dias 12, 13 e 14, com artistas do Acre e de outros estados da Amazônia — Amapá, Amazonas, Pará e Rondônia —, além de nomes nacionais e internacionais como Donatinho, Tulipa Ruiz e a banda peruana Rua Nexo Combo.

Para a produtora cultural Karla Martins, coordenadora do festival, o retorno do Varadouro “concretiza um desejo antigo”. “Estamos retomando o protagonismo, rearticulando a cena e acolhendo a música autoral acreana como ela merece”, afirmou.



Para acompanhar tudo que acontece no Festival, acesse as redes sociais @festivalvaradouro



O presidente da Fundação Elias Mansour, Minoru Kinpara, destacou o papel histórico do evento. “O Varadouro abriu muitas portas para nossos talentos e cumpre um papel fundamental no fortalecimento da identidade cultural acreana.”

Debate, resistência e afirmação cultural

Mais do que shows, o festival investe em formação e debate. Oficinas, diálogos sobre território, direitos socioambientais e cultura reforçam a proposta de fortalecer criadores independentes e coletivos culturais do estado.

Criado nos anos 2000 como um espaço de circulação da música autoral e de intercâmbio entre artistas da cena independente nacional, o Festival Varadouro retorna reafirmando sua função histórica. Como lembra o músico e pesquisador João Veras, eventos como este são essenciais para dar visibilidade à produção local e romper com a hegemonia cultural do eixo Sudeste.

“É nesses encontros que podemos ouvir e cantar uma música que possamos chamar de nossa”, afirma Veras, ao refletir sobre o papel do festival na consolidação da MAU — Música Acreana Urbana, escreve João Veras em seu mais recente artigo para o Jornal Varadouro.

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