
Em Boca do Acre, a segunda fase da Operação Smoke II da Polícia Federal revelou uma rede criminosa especializada em desmatamento, queimadas ilegais e falsificação de documentos para apropriação de terras públicas. Foram cumpridos mandados de prisão e bloqueio de bens.
dos Varadouros de Rio Branco
Mais de R$ 70 milhões em bens e valores foram apreendidos pela Polícia Federal nesta sexta-feira, 22.08, de um grupo que lucrava com crimes ambientais, durante a segunda fase da Operação Smoke II, realizada no município de Boca do Acre, no Amazonas. O grupo era especializado em crimes ambientais, fundiários e de falsificação documental, relacionados à apropriação ilícita de terras públicas na Amazônia.
As investigações da Polícia Federal levaram o Ministério Público Federal (MPF) a denunciar três pessoas à justiça por desmatamento ilegal de floresta nativa, incêndios em áreas de vegetação e adulteração de documentos públicos. Os crimes foram praticados na zona rural de Boca do Acre, com atuação contínua entre 2021 e 2024, resultando na destruição de mais de 900 hectares de terra – o mesmo que 7.200 piscinas olímpicas lado a lado.
Operando de modo sofisticado e estruturado, segundo a PF, o grupo tinha ação continuada ao longo dos anos, voltada à exploração econômica da Amazônia em prejuízo da União e da sociedade.

O modus operandi do grupo incluía o desmatamento estruturado e reiterado de floresta nativa; prática de queimadas ilegais para a limpeza de áreas destinadas à exploração pecuária clandestina; falsificação de documentos e inserção de informações falsas em sistemas oficiais; uso de “laranjas” e contratos simulados para blindar os verdadeiros responsáveis; legitimação fraudulenta da posse e criação de uma aparência de regularidade para a grilagem de terras públicas federais; financiamento do desmatamento e arrendamento ilegal de áreas embargadas; introdução de rebanhos bovinos nas áreas desmatadas; construção de falsas cadeias documentais para se esquivar das penalidades administrativas e criminais.
Durante a Operação Smoke II, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e seis de busca e apreensão. Todas as ordens judiciais foram expedidas pela 7ª Vara Federal Ambiental e Agrária da Seção Judiciária do Amazonas.
Com informações da assessoria da PF/AC



