
Durante a visita presidencial, será apresentada a nova agroindústria de beneficiamento de frutas tropicais da Cooperacre. Lula chega a um território dominado pelo bolsonarismo, onde as forças conservadoras de extrema-direita controlam o ambiente político-eleitoral.
dos varadouros de Rio Branco
Em sua primeira visita ao Acre desde o seu retorno ao Palácio do Planalto, o presidente Luíz Inácio Lula da Silva (PT) irá conhecer um dos maiores empreendimentos da região Norte voltados à fortalecer a economia de base agroflorestal: a Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre (Cooperacre). Lula cumpre agenda em Rio Branco na manhã desta sexta-feira, 8, ao lado de ministros e das principais autoridades do estado.
Lula chega a um território dominado pelo bolsonarismo, onde as forças conservadoras de extrema-direita controlam o ambiente político-eleitoral. Apesar dos fortes investimentos das gestões Lula no Acre durante seus dois primeiros governos, o petista sempre saiu derrotado nas disputas presidenciais dentro do estado. A única vitória foi no segundo turno de 2006, quando concorria com o hoje atual vice-presidente, Geraldo Alckmin.
Durante 20 anos, o seu partido, o PT, dominou o ambiente político acreano. O crescimento das forças conservadoras de direita, ligadas sobretudo às igrejas neopenteostais, levou o petismo a ser tirado do poder, em 2018. A ascensão de Jair Bolsonaro acabou por consolidar a queda da legenda do atual presidente da República.
Sobre a Cooperacre
Presente em 20 dos 22 municípios acreanos, a Cooperacre representa hoje o maior arranjo produtivo da sociobioeconomia no estado e em toda a Amazônia, conectando mais de cinco mil famílias agroextrativistas em uma rede integrada de produção, beneficiamento e comercialização sustentável.
A visita do presidente da República marca o reconhecimento à trajetória de 24 anos da Cooperacre, que vem atuando como elo entre a floresta e o mercado, agregando valor à produção comunitária e promovendo inclusão produtiva, segurança alimentar e geração de renda.
Com uma base socioprodutiva composta por cooperativas singulares que atuam em unidades de conservação, como reservas extrativistas e florestas públicas, além de assentamentos e territórios de reforma agrária, a rede tem impacto direto na conservação ambiental e no enfrentamento das mudanças climáticas.

Durante a visita presidencial, será apresentada a nova agroindústria de beneficiamento de frutas tropicais. Com investimento de R$ 60 milhões em recursos próprios, a planta industrial terá capacidade para processar até 10 milhões de quilos de polpas por ano, oriundas de 10 espécies amazônicas. A unidade está prevista para entrar em operação em janeiro de 2026, beneficiando diretamente cerca de 5 mil famílias da região.



