ICMBio combate extração ilegal de madeira em UCs e TI da divisa Amacro

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Caminhões e toras são queimados em ramal que dá acesso a áreas protegidas no sul do Amazonas, visadas pela indústria madeireira da divisa Amacro (Foto: Ascom ICMBio)



Operação Jurema combate o roubo de madeira do interior de unidades de conservação e da TI Kaxarari. Com a chegada do verão, ramais apresentam boas condições para a retirada das toras. Caminhões e madeiras foram inutilizadas.


dos varadouros de Rio Branco

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) — em uma ação conjunta com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a Polícia Militar do Amazonas — realiza desde o início desta semana a Operação Jurema, de combate à extração ilegal de madeira na triplíce divisa entre o Amazonas, o Acre e Rondônia, conhecida como Amacro.

Até o momento uma pessoa foi presa e foram inutilizados dois caminhões e 50 metros cúbicos de madeira. A ação se deu nas unidades de conservação federais Floresta Nacional do Iquiri (Flona Iquiri), Reserva Extrativista do Ituxí (Resex Ituxí) e Parque Nacional Mapinguari (Parna Mapinguari), além da Terra Indígena Kaxarari, localizada entre os municípios de Porto Velho e Lábrea.

Essa é a segunda grande operação realizada pelos órgãos federais de combate à extração e ao comércio ilegal de madeira na região conheida como a “nova fronteira do desmatamento na Amazônia”. Em fevereiro, Ibama e ICMBio realizaram a Operação Maravalha, que realizou um pente-fino nas serrarias dos distritos da Ponta do Abunã. As unidades de conservação e a TI Kaxarari se constituem hoje como as últimas reservas de floresta da divisa Amacro, ricas em espécies madeireiras.

Os agentes do ICMBio constataram que, com a chegada do verão amazônico, observou-se uma melhoria nas condições dos ramais clandestinos dentro e no entorno das unidades de conservação e das terras indígenas da região da Ponta do Abunã. A melhoria do tráfego facilita o trânsito dos caminhões da chamada “Máfia da Tora”, que transporta a madeira extraída ilegalmente dessas áreas protegidas.

Segundo o ICMBio, a intensificação do crime ambiental é percebida como uma reação à Operação Maravalha, que resultou na apreensão de mais de 12 mil metros cúbicos de madeira. Empresas madeireiras e serrarias da região que realizam a atividade de forma ilícita estariam, agora, acelerando suas operações com as melhores condições das vias.

Com o aumento dos alertas de corte seletivo da madeira na região, monitorados via satélite pelo Programa Brasil Mais do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o ICMBio, Ibama e Funai têm intensificado suas ações.

A Operação Jurema além de outras ações de fiscalização, diz o Instituto Chico Mendes, visa desmantelar as organizações criminosas que atuam, de forma articulada, no cometimento dos crimes ambientais na tríplice divisa Amacro. (Com Informações Ascom ICMBio)

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