
dos varadouros de Rio Branco
Uma operação conjunta entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) resultou na destruição de maquinários e equipamentos usados para a extração criminosa de cassiterita no interior do Parque Nacional (Parna) dos Campos Amazônicos, localizado na divisa entre o Amazonas, o Mato Grosso e Rondônia.
A invasão foi identificada através de análises de geoprocessamento, nas quais os órgãos ambientais detectaram a abertura de uma nova frente de desmatamento nos últimos 15 dias, em meio a um maciço florestal extremamente preservado, sendo circundada por um raio de 40 km de floresta densa.
“O garimpo destrói a floresta e contamina o solo e a água com o mercúrio, substância altamente cancerígena, além do rastro de destruição que deixa em grandes áreas de solo na floresta”, diz Joel Araújo, superintendente do Ibama no Amazonas.
Os garimpeiros foram flagrados em plena operação e fugiram pela mata quando avistaram a equipe. Foram apreendidas e destruídas duas escavadeiras hidráulicas, uma camionete, dois motores estacionários, 145 gramas de mercúrio metálico, uma espingarda calibre 22, munições, uma antena Starlink, além de um ponto de apoio com cozinha improvisada e acampamentos.
Ao todo, segundo os balanços oficiais, a atividade garimpeira no interior da unidade de conservação sofreu um prejuízo avaliado em mais de R$ 1,5 milhão. Os equipamentos, instrumentos do crime ambiental, tipificado no art. 66 do Decreto 6514/08, foram apreendidos e destruídos, conforme ordena o art. 111 da mesma norma.
A ação é importante pois interrompe o processo de degradação e exploração econômica dos recursos naturais logo em seu início, impedindo a lucratividade do crime ambiental e afastando os invasores do Parque Nacional dos Campos Amazônicos, uma das unidades de conservação mais importantes para a preservação do bioma, e alvo constante por parte de invasores. (Com informações Ascom Ibama/AM)



