
O ano de 2024 foi um dos mais críticos na contaminação do ar nos 22 municípios acreanos, que contam com sensores capazes de medir a poluição. Sena Madureira, Rio Branco, Jordão, Assis Brasil e Brasiléia passaram mais de 70 dias com a qualidade do ar em níveis não recomendados pela OMS.
dos varadouros de Rio Branco
A cada início do período de estiagem, a população acreana já sabe que precisará conviver com um velho e conhecido problema: a fumaça das queimadas. Do amanhecer ao anoitecer, as pessoas se veem obrigadas a respirar um ar com alta concentração de material particulado, conhecido pela sigla em inglês como PM 2.5.
Este é o material tóxico presente na atmosfera que entra em nosso organismo por meio da respiração. Um material invisível aos nossos olhos, mas sentido por todo o sistema respiratório.
O ano de 2024 foi um dos mais críticos na contaminação do ar nos 22 municípios acreanos. A fumaça encobriu as cidades. Por dias, por exemplo, Rio Branco ocupou o topo do ranking das cidades mais poluídas do mundo.
Em 2024, os municípios de Sena Madureira, Rio Branco, Jordão, Assis Brasil e Brasiléia passaram mais de 70 dias com a qualidade do ar em níveis não recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Essas medições só são possíveis de ser realizadas por meio de sensores que medem a concentração de material tóxico no ar. Uma tecnologia que está acessível para toda a sociedade por meio de plataforma mantida pelo Laboratório de Geoprocessamento Aplicado ao Meio Ambiente (Labgma), da Universidade Federal do Acre, em Cruzeiro do Sul.
ACESSE AQUI A PLATAFORMA
A plataforma apresenta um ambiente digital interativo que permite o acompanhamento, em tempo real, dos níveis de poluição atmosférica A iniciativa é resultado da parceria entre o Labgama e o Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (CAOP/MAPHU) do Ministério Público (MP/AC), com cooperação técnico-científica de instituições locais, nacionais e internacionais. A iniciativa é liderada pelo professor e pesquisador Willian Flores.
Através da construção da rede de monitoramento da qualidade do ar, foram identificados:
Os dados de referência para definir a qualidade do ar utilizado na Plataforma é PM2.5 – indica material particulado fino em suspensão no ar com tamanho material particulado fino com diâmetro igual ou inferior a 2,5 micrômetros.
O valor de referência considerado para termos boa qualidade do ar é de 15 µg/m3 na média diaria, este é limite máximo recomendado pela OMS – Organização Mundial da Saúde
Os meses mais críticos da poluição do ar são agosto e setembro;
O ano de 2024 teve os piores níveis de poluição desde 2019, com valores 12x acima do nível seguro indicado pelo Organização Mundial da Saúde;
Em média, o Acre passa 36 dias por ano com a qualidade com níveis não recomendados pela OMS
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