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Varadouro leva narrativas amazônicas à COP30 com a exposição “Retratos Amazônicos”

A exposição Retratos Amazônicos está acessível na Plataforma Maloca, ambiente digital da Presidência da COP30 (Foto: Divulgação ONU)




A exposição teve início em 26 de setembro na sede da ONU, em Nova York, e segue em Belém (PA), durante a COP30. Ao reunir reportagens, entrevistas e relatos do Varadouro, a exposição reforça o papel da comunicação local no registro, na denúncia e na valorização das realidades amazônicas.



dos varadouros de Belém

A exposição Retratos Amazônicos, lançada como conteúdo oficial da Plataforma Maloca durante a COP30, apresenta fotografias e textos publicados pelo Jornal Varadouro que retratam o cotidiano, os territórios e as lutas dos povos da Amazônia. O Varadouro, veículo comunitário que atua no sul da Amazônia Ocidental, é a principal fonte das narrativas exibidas na mostra.

A iniciativa integra o projeto Floresta+ Amazônia, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em parceria com o PNUD, e projeta na COP30 conteúdos produzidos diretamente por comunicadores amazônicos. Ao reunir reportagens, entrevistas e relatos do Varadouro, a exposição reforça o papel da comunicação local no registro, na denúncia e na valorização das realidades amazônicas.



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Segundo a coordenação do projeto, a curadoria buscou destacar “rostos, histórias e modos de vida tradicionais que compõem a diversidade do bioma”. Os materiais abordam pesca, agroextrativismo, manejo sustentável, identidades ribeirinhas e desafios enfrentados por comunidades sob pressões ambientais e econômicas.

“Nosso objetivo é valorizar a fotografia feita por quem vive no território. Por muito tempo fomos vistos pelo olhar de fora. Queremos mostrar que aqui temos profissionais de mão cheia retratando a vida amazônida”, afirma Fabio Pontes, editor-executivo do Varadouro.

A exposição teve início em 26 de setembro na sede da ONU, em Nova York, e segue em Belém (PA), durante a COP30.

A Amazônia pela perspectiva amazônia: o fotográfo acreano Gleilson Miranda num de seus trabalhos pelo interior do Acre (Foto: Acervo Varadouro)



Varadouro: comunicação amazônica no centro do debate climático

Fundado por comunicadores e educadores populares, o Jornal Varadouro é um dos poucos veículos comunitários do Sul da Amazônia dedicados à cobertura socioambiental a partir dos territórios. Sua participação na mostra garante que a COP30 receba narrativas produzidas na e pela Amazônia, sem mediações externas, fortalecendo a presença das vozes locais no debate climático.

A atuação do Varadouro evidencia a importância da comunicação de base para dar visibilidade a experiências e desafios que raramente chegam aos grandes meios nacionais.


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A exposição Retratos Amazônicos está acessível na Plataforma Maloca, ambiente digital da Presidência da COP30 que reúne conteúdos audiovisuais, reportagens, iniciativas territoriais e produções culturais sobre a Amazônia, conectando o debate climático global às realidades locais.

Sobre o Varadouro

O Jornal Varadouro é uma organização sem fins lucrativos sediada em Rio Branco (AC), com atuação na região da tríplice divisa entre Amazonas, Acre e Rondônia, a chamada zona da Amacro, marcada por intensos conflitos socioambientais. O veículo produz reportagens, perfis, séries especiais e materiais educativos voltados a comunidades ribeirinhas, extrativistas e povos indígenas, promovendo comunicação popular, saberes tradicionais e defesa de direitos territoriais.


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