O resultado que saiu das urnas na votação para a escolha de prefeitos e vereadores nos 22 municípios acreanos revela o gravíssimo uso e abuso da estrutura da máquina pública em benefício dos candidatos oficiais do poder. Uso e abuso que promovem a corrupção eleitoral com a compra de votos e o assédio eleitoral a servidores públicos comissionados e terceirizados, obrigados a votar nos candidatos dos mandatários de plantão. Se assim não for, perdem seus empregos – vão para o olho da amargura, num estado onde o governo é a maior força econômica-empregadora. É o chamado voto de cabresto, agora em suas novas roupagens na política acreana do século 21.
Não que esta seja uma prática inédita, criada pelos Progressistas – o partido do governador Gladson Cameli, que saiu como a maior força político-eleitoral do estado. E este triunfo não se dá apenas pelo carisma/popularidade do governante, como seus bajuladores costumam falar. Ele se deu, sobretudo, pelo flagrante abuso imoral e ilegal da estrutura das máquinas municipais estaduais. Em um estado pobre como o Acre, tais táticas são vitais para consolidar no poder as nossas velhas oligarquias políticas.
Como dito, o voto de cabresto a partir da máquina não é uma invenção do PP. O Partido dos Trabalhadores também fez muito bem seu uso enquanto esteve no poder por 20 anos. O próprio Marcus Alexandre, em 2012, que ocupava as últimas posições na pesquisa para prefeito, foi eleito com o mesmo uso e abuso das máquinas da prefeitura e do governo, derrotando … Tião Bocalom O ex-petista, talvez, tenha provado do próprio veneno. Coisas da vida!






