O Ceará e o Acre vivem imbricados como escamas de peixe. Talvez possamos até dizer que o nordeste e a Amazônia são imbricados. Em julho de 2007, passei minhas férias em Natal, no Rio Grande do Norte, e tive a oportunidade de visitar o vale do Ceará Mirim com seus famosos engenhos de cana-de-açúcar do passado.
Vi paisagens e ouvi histórias que lembram nossos antigos seringais. Pensei logo: por que não trabalhamos, politicamente, essa enorme identidade entre Norte e Nordeste? Algum reboliço social, político, econômico e cultural faríamos Brasil afora. Pelo sim, pelo não, passei a vasculhar livros na internet, quem sabe encontraria alguma coisa rara!
Pois encontrei, e repasso este relato autobiográfico de Patativa do Assaré, considerado “cearense do século” nos anos noventa do século passado:






